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10 de novembro de 2015

Nosso perfume de Resedá

Quando eu nasci, diferentemente do anjo do Drummond, meu anjo não pediu para ser gauche na vida. As diferenças começaram por aí. O anjo era completamente distinto daquele que chegou para o menino de Itabira, o meu era torto, louco, solto e doido doido e ainda por cima tinha asas de avião. Chegou com intimidade e tudo mais, me chamando de “bicho” e ordenando que eu desafinasse o coro dos contentes. Prontamente, ainda muito pequeno, aceitei. Nasci sob o signo do escorpião, que depois se encravou na minha própria ferida.

A viagem foi louca. Em Teresina mesmo eu aprontava de montão. Aprontava na escola, mas nem por isso deixei de ser um exímio leitor. Minha paixão incondicional. O que me permitiu fazer aquilo que o anjo havia me pedido. Na companhia de Paulo José Cunha fazíamos a coisa acontecer na capital mafrense. Íamos para o rio Parnaíba banhar nas suas águas claras e descansar nas suas coroas. Andávamos pela Pacatuba e pela rua do Barrocão, mas também não esquecíamos da Paissandu. Eu percebia que aquilo era bom, mas para mim era pouco. Queria outros vôos. Inventei uma desculpa para meus pais e pedi que me mandasse para a Bahia. Consegui enganá-los muito bem. Fui.

Salvador, terra de Iemanjá. As coisas lá fluíam com mais intensidade. Novas amizades eu fiz. Ah, tempos bons. Tempos de Duda Machado, Gilberto Gil, Caetano Veloso. Até as primeiras imagens que Glauber Rocha fez eu estava lá. Uma pena que nos divergimos mais tarde. Ele foi pr’um tal de Cinema Novo e eu para um tal de Cinema Marginal. Mas Bahia me deu grandes amigos. Mais tarde nos encontraríamos em São Paulo, no Rio e iríamos fazer algumas músicas que ainda hoje tocam nas rádios, na internet, e as pessoas nem sabem que são minhas composições. Dizem alguns acadêmicos que elas são um marco da Música Popular Brasileira. A tal da linha evolutiva, mas Raul Seixas estava certo ao dizer que a única linha que importa é aquela de empinar bandeira. Outro baiano, dos bons, mas Bahia, Salvador não me comportava mais. Resolvi ser diplomata. Ou mais uma desculpa para meus pais? Não importa. Agora eu queria saber da ex-capital federal.

O Rio de Janeiro continua lindo. Não perdeu nem um pouco seu ar de ex-capital. Eu estudava pra ser diplomata. Ou achava que estudava. Quando meus pais descobriram que aquilo só era enganação me queriam de volta no Piauí. Prestei vestibular e passei pra Jornalismo. Consegui um emprego temporário. Mantive-me no Rio com essas duas desculpa e com ajuda de amigos e familiares. A coisa estava dando certo. Para além dos baianos conheci mais gente. Veio Edu Lobo, Bethânia, Gal Costa (mais baianos), Chico Buarque, e tenho até foto com Tom Jobim e Vinícius de Morais. A coisa estava dando certo. Me amarrei nessa coisa de ser compositor mesmo sem saber tocar nenhum instrumento musical. As pessoas gostavam das minhas músicas.

Com essa questão de música é que provém o Tropicalismo. Estudamos para isso. Aproveitamos os festivais que aconteciam. Incomodamos. Nesse momento o anjo deu um sorriso de orelha a orelha. Estávamos desafinando o coro dos contentes. Fizeram até marcha contra as guitarras elétricas. Coisa de louco. Não agradávamos nem o Regime e nem a esquerda. Mas o Regime foi que veio com força. Pegaram nossos melhores interpretes. A coisa desandou, no entanto não acabou. Perguntem ao Tom Zé que ainda toca o movimento. Exilaram Gil e Caetano. Resolvi me exilar também. Fui pra França com Hélio Oiticica. Peguei carona no seu parangolé.

A coisa é ruim do lado de dentro e do lado de fora. Na França vi filmes do Godard, passei por todos os lugares que os turistas vão. Mas mesmo com Ana do meu lado a coisa não parecia está completa. Haxixe com Hendrix até usei e vi sua morte alguns anos a frente. Coisa de louca. Ou seria o anjo me dando algum tipo de poder. Não queria saber. Só queria saber do que pode dar certo, não tinha tempo a perder. Vamos voltar para o Brasil. Lá nós temos bananas até para dar e vender. Oh Yes! Lá podia ser o fim do mundo, mas Carmem Miranda era nossa!

Chegando preparei minha trincheira de guerra. Resolvi chamá-la de Geleia Geral. Trouxe para o público as artes e artimanhas em geral: poesia concreta, Godard, Cinema Marginal, briguei pelos direitos autorais. Shows, músicas e pop pop pop. Do bumba meu boi ao iê iê iê. Heloisa Buarque de Holanda disse que era um cinema em forma de jornal, que nós havíamos rendido os chefes de redação. Talvez sim, talvez sim!


Tudo parecia bom. Eu estava me tratando. Eu parecia estar bem. Fui à Teresina, vi meus pais. Encontrei uma galera lá transando jornais e filmes massas, mas voltei pro Rio. Era dia 9 de novembro de 1972. Eu fazia 28 anos. Fomos comemorar, beber uma cerveja patrocinada pelo signo do escorpião. Festejamos e voltamos pra casa. Colocamos Thiago para dormir. Ana também dormiu. Eram 10 de novembro já. Fui para o banheiro, liguei o gás e disse que pra mim chega. Iria procurar a partir daquele momento outra potência de vida que não fosse aquelas que já haviam experimentado. O anjo, muito louco, me disse que eu ainda continuei desafinando o coro dos contentes. Torquato Neto.

Vinicius Alves Cardoso, mestrando em História pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).



Texto publicado na edição de 10 de novembro de 2015 do jornal O Dia, de Teresina - Piauí.

5 de junho de 2015

Por uma pedagogia do afeto

Ele chega para uma professora de Física dizendo que quer pesquisar um programa educacional do qual fez parte algum tempo atrás, no entanto a mesma o repreende dizendo que isso seria impossível porque ele participou do referido programa. Segundo a professora, ele não terá a imparcialidade necessária na pesquisa científica. Ele ri internamente daquela conclusão, acena a cabeça concordando com o que foi dito, e lembra que é historiador e que esse problema do contato direto com sua fonte já foi resolvido em sua área. 

Este artigo não tratará especificamente da pesquisa científica, mas essa mini-crônica que nos serviu como desculpa de introdução será utilizada como neologismo para a relação do professor com o seu estudante em sala de aula (como também lembrar que a pesquisa esta indissociável da docência – o que poderá ser tema de outro artigo). 

Durante minha vivência acadêmica e docente vi e ouvi muitas coisas. Tenho a noção de que tudo o que vivenciei me serviu de aprendizado, principalmente aquilo proveniente da diferença. Mas antes de qualquer coisa, tenho que justificar o título desse breve texto, onde eu evoco uma “pedagogia do afeto”, o que farei no decorrer do texto. Tenho observado nos últimos tempos um distanciamento das relações professor-aluno. O primeiro chega com o ar de arrogância em sala de aula pensando ser o detentor de todo o conhecimento de sua área e o estudante o recipiente que irá receber toda aquela carga de informação. Na Universidade nos é repassado de forma exaustiva, principalmente nas cadeiras pedagógicas, que isso deveria e deve ser extinto, mas ao mesmo tempo em que a professora dar sua aula ela reproduz o preceito negativo através de suas atitudes em sala. Estaríamos assim começando errado? Acredito que sim. 

Também é notável em algumas escolas, principalmente nas mais tradicionais, um fato curioso que é a figura do professor auxiliar. Eu preferiria chamá-lo de “faz tudo”, pois esse sujeito é que coloca ordem em sala de aula, corrige as provas e atividades passadas no decorrer do processo, cuida de algum incidente, como outras atividades. Ficaria a cargo do professor titular só e somente só ministrar aula, repassar seu conhecimento adquirido numa Universidade, de forma limpa, crua e objetiva. 

Esses são exemplos de relação professor-aluno que, no meu ponto de vista, não vem dando muito certo. O que provoca um distanciamento nas relações de construções de conhecimento como também nas relações pessoais. Primeiro porque o conhecimento em sala de aula deve ser dialético, construído tanto através do saber do professor como também do conhecimento que o estudante possui. E segundo, essa dialética só pode se dá através de relações intersubjetivas, relações pessoais que o professor tem com seu estudante. Acredito que dessa forma o processo de ensino-aprendizagem só tende a ganhar, pois as relações fixas se tornariam fluídas e o conhecimento jorraria como uma das mais belas cascatas que possam existir. 

No entanto, isso recebe uma critica dos pares com a argumentação de que o professor perderia sua autonomia em sala de aula, dando uma maior liberdade aos estudantes e a conseqüente perda de espaço do profissional de educação. Essa crítica seria facilmente refutada porque os professores no nosso sistema educacional ainda confundem autoridade com autoritarismo, problemática já resolvida por Paulo Freire em seu celebre livro Pedagogia da Autonomia. Não estou defendendo aqui uma relação de desordem em sala de aula, pelo contrário, acredito que a ordem provém do afeto que podemos ter com nossos estudantes, sem perder a linha de que a autoridade em sala de aula é o professor, ele que detém o poder da ordem, mas uma ordem dialogada e não autoritária onde prevaleçam só suas vontades e privilégios. 

Em suma, o que falta no nosso sistema educacional é uma maior sensibilidade. Sensibilidade mais por parte dos professores. Conversar com seus estudantes, saber como eles estão, como anda sua vida, seus problemas, seus amores, seus fazeres, e trazer isso para a sala de aula. Fazer da vida conhecimento tornaria mais aprazível nossas aulas, tomar o cotidiano nosso e dos nossos estudantes como materialização do conhecimento. Ser afetado e deixar ser afetado, como os meridianos da Geografia que nos cruzam e nem percebemos, mas sabemos que de certa forma nos fazem um bem.


Vinicius Alves Cardoso, mestrando em História pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).


Artigo publicado na coluna Opinião do jornal O Dia, de Teresina-PI, na data de 05.06.2015.

25 de janeiro de 2015

A tia

A vida não andava boa. 

Não sei aonde conseguimos tantos problemas, sejam eles pessoais ou de saúde. Nesse caso, para ser breve, meu problema era de saúde. 

Fui à clinica saber o porquê de umas dores abdominais que estava sentindo, e ao chegar lá tenho uma breve surpresa ao encontrar uma amiga de minha mãe que se mudou faz algum tempo e que havíamos perdido o contato. 

A reação dela quando me viu foi de intensa felicidade e as perguntas que se seguiram foram relacionadas à minha mãe. 

- Como anda a Margarida? Como anda o casamento dela? Seus pais são o casal mais feliz que conheço. 

- Minha mãe está muito bem, mas já o casamento eu não posso dizer o mesmo – contei a ela. 

Ela me questionou o motivo disso e fui explicar a história das peripécias de meu pai. 

Papai sempre foi um safado, disso minha mãe sabia desde os tempos de namoro. Entrou nessa vida de casada assumindo os riscos da infidelidade dele. Ela acha isso normal, coisa de homem, o que para mim era um absurdo. Mas aconteceu algo que abalou completamente o casamento. 

Meu pai começou um relacionamento extraconjugal com minha tia, irmã de minha mãe. Quando ela soube ficou transtornada. Saber das raparigas de meu pai, como ela chamava, era uma coisa, mas a sua própria irmã?! Um descaramento por parte dele e por parte de minha tia. 

Dona Zelda, ao saber disso, ficou pasma. Também não acreditava no descaramento de ambos pecaminosos. Mas disse a ela: 

- Está surpresa com isso? Espere o resto da história. 

Minha tia foi além do relacionamento com meu pai. Os dois ao saírem juntos, eram acompanhados por um tio, irmão de meu pai. Nessas saídas, surgiu um envolvimento entre ambos. Então minha tia passou a se relacionar com meu tio. Então além do meu pai, minha tia Joana também mantinha um relacionamento com meu tio Carlos. 

Zelda ficou boquiaberta e sem reação. Mas ela não sabia o que ainda tinha por vir. Mal sabia ela que minha tia era casada, quase o mesmo período que minha mãe, e o marido dela negava-se a acreditar nas histórias que surgiam nas reuniões de família. Para mim aquilo era a comprovação do ditado que diz que o amor é cego. Mas se ele não acredita, não podíamos fazer nada. 

O ápice da história de minha tia Joana se dá quando ela também, para além da relação com meu pai e meu tio, iniciou um relacionamento homossexual com uma antiga colega de turma. Todos da família acreditavam que ela havia passado dos limites, porque além de casada tinha uma relação com dois irmãos, sendo um marido de sua irmã, e agora se relacionava com uma mulher. Zelda não esperou eu entrar em detalhes do relacionamento de minha tia com sua colega porque havia chegado sua vez de entrar no consultório, e falou:

- Ô fogo do diabo o dessa mulher!

Eu dei um sorriso de canto de boca e disse até logo. Depois disso passei a pensar em toda a situação, e disse mentalmente: queria eu ter um fogo do diabo desses.

27 de novembro de 2014

Acho que é uma crônica

Estou exausto de mais uma tarde de trabalho. O trabalho de certa forma não me deixa exausto, pois para mim é divertido, mas o calor infernal dessa cidade aliado a uma tarde inteira falando não é de se agradar muita gente. Coisa de uma pessoa que parece um velho rabugento, assim como eu. E o mais complicado ainda é você pegar um ônibus lotado nessa cidade que tem um transporte público maravilhoso. Não tem como você ir para casa contente, alegre, só algo atípico acontecendo, que foi o caso desse meu dia.

Entrei no ônibus naquela luta quase que mortal para ir sentado até em casa, como bem sabe quem pega ônibus no centro da cidade. Por sorte me sobrou a última cadeira vazia, do lado esquerdo, a segunda depois da catraca. Parecia que seria mais uma viagem desgraçada, daquelas que me reclamaria por ser pobre e não ter um transporte para minha locomoção. Pensamento de pessoa do terceiro mundo. Como de praxe tento me distrair com alguém para que o tempo passasse mais rápido, então recorro ao celular. Esse aparelho que me faz escravo, que nesse momento não tem tanta utilidade pois ninguém fala comigo, ninguém conversa nada ou fala algo interessante, o que o torna ainda mais inútil do que ele é. Então passo a brincar com um calendário que recebi de uma aluna, que estava empacotado dentro de uma caixa retangular. Passo a mexê-lo entre meus dedos.

Eis que quando passo a brincar, me distraindo, percebo uma ilustre presença em minha frente. Uma guria que é surda e muda, de no máximo 7 anos de idade, me observa a fazer aqueles malabarismos improvisados com o calendário. Ela fica atenta me olhando, com um sorriso mais lindo do mundo. E passa também a querer brincar comigo, mas é duramente reprimida pela outra menina que lhe foi pegar na escola. Achei uma atitude totalmente desnecessária. Porém a guria é insistente e continua a me olhar e pede meu instrumento de brincadeira. Não podia lhe dar o calendário, pois foi um presente, então resolvo lhe dar a caixa que o acompanhava. Nesse mesmo momento ela começa a falar comigo em Libras, me agradecendo. E abre um sorriso ainda mais. Passa a partir daquele momento brincar com a caixa, a soprá-la, a “bater” na menina que está com ela, insiste para que a menina entre na brincadeira, coisa que ela faz com muita relutância, mas faz. Pede também que participe, mas eu com minha timidez filha da puta me recuso, o que também acho uma atitude desnecessária já que queria me distrair. Todavia preferiria observar.

A partir daquela atitude percebo o quanto é bom ser criança, está distante desse mundo poluído de caretissse, sem reclamar de estar pegando um ônibus mais do que lotado. Brincar, ser feliz, sorrindo sinceramente para atitudes que para nós que parecem ser fúteis. Ainda mais aquela guria que por infelicidade da vida nasceu privada e falar e escutar, mas mesmo assim tais habilidades não a impede de ser feliz. A única coisa que lamento é não saber Libras para poder ficar conversando com aquela guria do ônibus, com um sorriso magistral, que me chamava atenção a todo o momento, tentando falar comigo e eu com minha timidez e vergonha infeliz por não está-la entendo, de certa forma a ignorando. 

28 de agosto de 2014

Exercícios de imaginação

Estávamos eu e ela sentados no sofá. Ambos em sofás diferentes. Ela se levantou para ir pegar um copo d’água, pois dizia está com a garganta seca. Além da garganta seca, estava vestida em um baby doll de cor branca, com algumas rendas espalhadas pela peça, que enaltecia as curvas de seu corpo e lhe proporcionava um ar mais sexy que o normal. Foi à cozinha atrás da água e voltou com um copo cheio do liquido contendo pedras de gelo. Tomou a água, colocou o copo com gelo no chão e se deitou no sofá. Foi nesse momento que me veio à cabeça fazer algo ela e lhe propus uma surpresa. Aceitou de prontidão, mas acrescentei que só poderia acontecer se ela estivesse de olhos vendados. Houve a permissão, disse que não havia problema. Por sorte havia um pedaço de pano próximo que consistia numa perfeita venda. Pus sobre seus olhos e pedi que não evitasse nada do que seria feito ali, que se entregasse ao momento como nunca se entrou a algo. Ela consentiu e ao mesmo tempo apanhei o copo do chão e o pus em minha mão. Tirei uma pedra de gelo do copo e comecei aquilo que acreditava que iria lhe provocar sensações extremas. Coloquei o gelo em sua boca e pedi que o chupasse, no entanto os movimentos ficavam por minha conta, os tornando sensuais. Eu a provocava tirando o gelo de sua boca no momento que ela parecia se entregar com delícia a nossa brincadeira. Comecei a massagear seus lábios com a pedra de gelo, passando o mesmo como se fosse um batom. Passava e tirava, para assim provar de seus lábios gelados. 

Fui descendo pelo seu corpo. Passei para o pescoço, fazendo com que o gelo percorresse de sua orelha até o final da garganta. Alternando os movimentos eu dava chupadas por onde o gelo percorria e lhe dava leves mordidas. Percebia que ao mesmo tempo em que fazia isso ela mordias seus lábios com desejo e sedução. A partir daí comecei os movimentos mais ousados, pois desci seu baby doll para que deixasse seus seios à mostra. Eram fartos, bonitos, com um formato estupendo, de deixar qualquer homem com tesão imediato. Comecei a passar o gelo pele seu seio, fazendo com que ganhasse algumas contrações dela. Ela só não esperava que aquilo fosse o de menos, pois quando passei para o bico do seu seio lhe arranquei um leve gemido. Alternando o movimento com gelo, lhe dava leves mordidas por onde o gelo passava e chupões no bico dos seus seios. Ao tempo que ia descendo o gelo pelo seu corpo também ia descendo sua vestimenta ao ponto que a deixe vestida somente com sua calcinha róseo. Desci o gelo pela sua barriga, sendo acompanhado pela minha boca, chupando os resquícios de água que ia deixando pelo caminho. Foi quando dei uma parada, que para mim foi mais do que mortal. Parei bem no cós da sua calcinha, fazendo com que o gelo percorresse de um lado a outro, e com isso arrancando contrações dela novamente. Percebi que a estava deixando louca, e resolvi deixá-la ainda mais. Retirei sua calcinha e abri bem suas pernas. Deixei sua linda buceta à mostra, o que fez com que ficasse louco e com vontade de cair de boca. No entanto tive que me controlar para que pudesse a deixar ainda mais molhada, para além da água do gelo, que estava. Foi então que decidi passar o gelo por suas coxas até a altura do joelho. Percebi que o gelo lhe causava sensações extremas, pois ela não parava quieta no sofá, mas quando comecei a também morder suas coxas para além dos movimentos, lhe arrancava gemidos. Foi então quando não me controlei, abandonando o gelo, e passando a lhe fazer um delicioso sexo oral. Passei a chupar sua buceta com movimentos leves, a fim de provocá-la e deixá-la ainda mais sedenta. Chupava vagarosamente sua buceta, que a cada comento ficava ainda mais molhada. Alternando as chupadas comecei a enfiar meu dedo indicador, percebendo o quanto a tinha deixado louca e o quanto estava molhada. Não aguentei e lhe fiz outra proposta...

28 de janeiro de 2013

Ameno

Eu andava tranquilamente, pensando na minha vida de bastardo. As coisas não andavam muito bem, pois estava encharcado de dívidas e cheio de problemas pessoais. Coisas que qualquer pessoa tem, mas para mim aquilo tomava proporções que me levavam ao desespero. Entrava numa rua escura, perto de uma praça como fazia todas às vezes na volta para casa. Nesse dia foi diferente. Eu a avistei sentada na praça vestindo uma saia preta. Uma amiga que não via tempos. Marcela. Inicialmente me chamou a atenção tê-la visto, porém o que me despertou em seguida foi a saia: não diria que seria curta, mas posso afirmar categoricamente que era provocante. Ela adotava dimensões que davam destaque àquele corpo franzino.

Eu, como uma pessoa tímida que sou, não fui cumprimentá-la de imediato. Mandei uma mensagem para seu celular. Minha intenção, com essa mensagem, seria provocá-la, pois as conversas que tínhamos por mensagem, há algum tempo, obtinham essas proporções; porém, não obtive resposta – mesmo a vendo ler a mensagem que mandei.  No entanto, fui falar com ela mesmo assim, pois a timidez naquele momento se esvaiu repentinamente.

Conversa vai, conversa vem - sobre o tempo em que não tínhamos mais nos visto e também devido a nossa falta de contato. A partir disso a conversa foi melhorando e chegamos ao ponto almejado. Eu não estava ali somente para rever uma grande amiga, mas tinha segundas intenções que vinham desde nossas trocas de provocações. Sugeri que saíssemos dali e fossemos a um lugar mais reservado, em que pessoas não poderiam nos ver. Ela aceitou e isso fez com que alguma esperança aflorasse em minha mente.

Fomos a uma rua mais escura, perto da praça. Ela sabia, e isso era inegável, que eu tinha um desejo enorme de possuir seu corpo. Ela tinha consciência disso, só não sabia se havia o mesmo desejo por parte dela. Partido desse ponto de vista, minha luta se iniciava do zero. Tinha que usar todas as minhas táticas e estratégias para conseguir aquilo que almejava.

Provocações. Eu sabia provocar muito bem. Não sabia se teria sucesso em outros quesitos, mas nesse eu era habilidoso. As meninas com quem tive relações e relacionamentos sempre tocavam nisso. Diziam que eu era um mestre. Modéstia delas, talvez.  Mas agora eu iria usar essas minhas aptidões ao meu favor. Já sabia que ela gostava muito de ser mordida e morder. E por sorte, em compartilhava do mesmo gosto dela. Sendo assim, entrei em ação. Depois de tanto insistir roubei um beijo seu, depois as mordidas entraram em cena. O pescoço era minha área preferida e depois analisei que ela gostava bastante das mordidas naquela região. Escutava barulhos vindos de seus lábios, bem provocantes por sinal. Pareciam-me gemidos, não sei. Continuei. Ali estava minha entrada para o que eu tanto desejava naquele dia, seu corpo, seu sexo.

Por sorte a tarde sai e a escuridão entra em cena. Se o local, durante a tarde, já nos era favorável, quem diria a noite. Momento perfeito. Com isso minhas investidas foram ficando mais intensas. Beijos mais quentes, calorosos, picantes e excitantes.  A intensidade dos desejos  fez com que lhe propusesse algo, indecente para alguns, mas naquela situação bem pertinente para ambos.

Disse que lhe queria ali e agora. Daquela forma. A saia preta. Minha mão foi a invadindo. E quando chego no ‘baú do tesouro’, vejo que sua calcinha era de renda. Uma renda macia que fez com que meus sentidos ficassem ainda mais nervosos do que estavam e minha imaginação entrasse em ação. Que cor seria aquela calcinha? Ah, não. Queria ver o formato, pois só poderia senti-lo. Isso me deixa aflito, e me excitava ainda mais. Pedi no seu ouvido que me deixasse ver o que ela tinha por baixo daquela saia. Sua mão me conduzindo foi a permissão, acredito. E eu discretamente levantei aquela peça de roupa e me deparo com uma calcinha de mesma cor. Preta. O preto é excitante, irmão do vermelho. Sendo assim, junção da saia preta, o momento de beijos de várias formas, a calcinha de renda, minha mão por baixo sentido sua buceta molhada, fez com que tudo isso resultasse em sexo. Ali mesmo. Naquela rua deserta. O perigo é ainda mais excitante quando praticado junto com sexo.

Não tirei sua calcinha, pois não tínhamos tempo para isso. Nossa excitação estava no nível máximo. A encostei na parede. Abri suas pernas. Afastei sua calcinha. Isso me deixava louco. Tirei meu cacete para fora e a penetrei bem devagarzinho, a fim de sentir sua buceta molhada. Isso fez com que meus nervos ficassem a flor da pele, no entanto não a ponto de acabar com nossa relação naquele momento.  Eu a via delirar. Muito prazer. A escutava gemer bem baixinho no meu ouvido. O abrir de sua boca me deixava louco. O perigo nos empolgava, e isso fazia com que ela pedisse que eu a penetrasse de maneira mais intensa e forte. O desejo dela era uma ordem, já que me proporcionava o mesmo ânimo que ela estava tendo. Puxões de cabelo, mordidas mais intensas. Acabamos gozando.

No final, perguntei:

-  Gostou?

Ela responde:

- Somos amigos!

9 de dezembro de 2012

Viajei na maionese

A cada viagem que faço a outras cidades passo a amar mais ainda Teresina. Essa foi a vez de São Luís do Maranhão. Uma professora minha já havia me avisado que, se for para você escolher uma cidade para não ir, escolha São Luís. Fui à cidade não por querer, mas para apresentar um trabalho em um encontro. Encontro muito ruim, por sinal. Todavia tudo acontece na rodoviária, ou precisamente dentro do ônibus em Teresina, pois ficamos sabendo, eu e meus amigos, que a viagem iria ser mais longa do que imaginávamos. Por isso nunca acreditem nessas previsões de chegada ao destino, tanto faz sendo avião ou ônibus, sempre há muitas horas escondidas. Chegamos em São Luís. Feia! A confusão é na Rodoviária: ir ou não ir de táxi, ir ou não ir de ônibus. Os que têm mais dinheiro vão de táxi, e os lascados, olha o Vinícius, irão de ônibus. Como falou minha queria amiga Gabriela, para que pegar táxi se você pode se perder pegando ônibus? É muito mais divertido. E foi! A primeira coisa que nos deparamos foi com um terminal lotado. Horário de pico! Do caralho. Senti-me em filme. Vi um cara entrando pela janela no ônibus e fiquei pasmo com aquilo. Amo-te, Teresina! No mais, depois de três ou quatro tentativas, conseguimos pegar o ônibus. Só não sabíamos aonde descer, mas aí é que estava a emoção. Paramos na frente do nosso destino, mas é mas mesmo. Caminhamos mais a frente procurando aquilo que estava a um palmo de nosso nariz. Deu certo. Chegamos!Uau! No mais, só queríamos banhar! Já haviam dividido os quartos. O meu cabia mal uma pessoa, mas isso não é problema, pois a cozinha serve para isso às vezes. Dormir. Noite: fizemos nada, só conversando até quatro horas da manhã. Muito bom. Não deixamos os demais dormir, não por nossa culpa, mas a voz é chata e mantém as pessoas acordadas. Novamente, não podemos fazer nada. 

Segundo dia: duas horas de sono. Muito bem. Temos que ir a UFMA, infelizmente. Credenciamento de encontro é uma merda. Para variar, confusão na minha inscrição. A primeira: meu nome não estava na lista de inscritos. Segunda: meu trabalho não estava no caderno de programação. Lá vou eu na secretária resolver nada, pois só colocaram eu nome lá e não adiantou porra nenhuma. Coisas de encontro, tentamos relevar, mas ficar marcado e a vontade de jogar uma bomba lá é maior. Assistir mesa: eu não! Tenho que ir à praia. Vantagem de ir a encontro em capital litorânea. A única coisa ruim de Teresina, fora o calor: não ter mar! Fomos para a rodoviária, um dos lugares mais visitados nesse viagem. Trocar as passagens. Ninguém chegar na quarta-feira à noite e ir embora sexta-feira à tarde, o que iríamos aproveitar nessa viagem? Nada. Passagens trocadas. Almoço. Qual o local mais barato? 8 reais! É lá mesmo. Almoço. Barriga cheia. Go praia. As meninas não trouxeram roupa de banho. Bruna e Daniela chateadas. Uma pena, mas avisamos. Usando mímica, mas avisamos. Terminal. Ir à praia demora. Uma hora! Outro município do Maranhão. São José do Ribamar. Praia de Araçagy. Boa. Muito boa. Os barraqueiros são ladrões. Não todos, mas aquele que nos atendeu sim. Uma água: R$3,50. Uma cerveja: 6 reais. Caro, né? Comprei três cervejas mais a Maristela. Cerveja, mar. Cerveja, mar. Cerveja, mar. Uma combinação boa. O mar é salgado, lembrou minha primeira vez. Não sexo. O mar. Fortaleza, no Ceará. Bom. Na hora da conta: total era R$27,50, o cara cobra R$34. Não entendi. Estava com 30 reais na mão, ele disse que pagava. Filho da puta! Fiquei sem dinheiro. Sou estudante, e mais: estudante de História. Faz parte. Reclamações na parada de ônibus. Ainda bem que não demorou, seria mais reclamação. Volta cansativa. Chegamos: fazer compras para a janta. Total: miojo, ovos, pão. Estava bom. Final da noite, massagem feita pela Bruna. Dormi. 

Terceiro: dia da apresentação do meu trabalho. Acordar cedo. Não estávamos em encontro de estudante, infelizmente. Café: leite com achocolatado. Melhor do que o do dia anterior. Pronto. Ir à UFMA. Sala de aula. Apresentações de relato de experiência. Nosso nome não consta na lista. Encontro desorganizado. Somos os últimos. Sthênio toma todo meu tempo na apresentação. Deixa-me um minuto. Filho da puta! O pessoal da UFG gostou de nossa apresentação. Confusão: certificado. Vagabundo! Secretária do encontro novamente. Dizendo eles que resolveram os problemas. Acho que não. O almoço: melhor dinheiro que investi naquela cidade. Estava bom. Muito bom. Estava do nosso lado e não sabíamos. Isso sempre acontece no último dia. Maristela, Lucas e Andreia também trocam as passagens. Todos ficam até sábado. Uma luta para ir ao Centro Histórico, mas fomos. Congestionamento: planejamento naquela cidade não há! Chegamos. Centro Histórico é feio. Comprei uma pulseira por R$2,20. A mulher queria 4 reais. Deixou duas por 5; a minha e a da Gabriela. Praia novamente. Cansamos do Centro Histórico. Terminal de ônibus. Cadê o Lucas? Cadê a Maristela? Não chegaram. Fomos sem eles. A praia. Estava legal. Todos banharam dessa vez. Eu, Sthênio, Francisca, Bruna e Daniela. Ficamos lá até as 7 horas. Conhecemos um pessoal da UFG. Pessoas legais, fazem História. Essa volta foi melhor do que o dia anterior. Compramos salgados, no terminal, para o jantar. Banho. Gabriela estava demorando, mas terminou. Vodka. Melhor dia. Jogar adedonha com Daniela, Lucas, Sthênio e Gabriela foi uma das melhores coisas que fizemos naquela cidade. A Fanta acabou. Comprar mais. Uma latinha de Fanta era R$3. Caro demais. Uma Fanta de 1L, 4 reais. Melhor do que nada. Vai ela mesmo. Fiquei feliz. Engraçado. Conversa sobre Tropicalismo com a Maristela. Dormir. Disseram que me chutaram e deitaram por cima de mim. Não vi e muito menos senti isso.  


Sábado: finalmente ir embora. Alugamos uma van por 30 reais. Outro bom investimento que fizemos naquela cidade. Tomamos café. Guanabara. Boa. Mais confortável. Por fim, estou vivo em Teresina. Isso é uma crônica?