Páginas

9 de novembro de 2010

Poesia

Até hoje eu me pergunto o que eu escrevo. Eu acho que aquilo que escrevo não são poemas e nem chegam perto de ser isso. Não tem todo aquele encanto, saca? Toda aquela inspiração. Leio Carlos Drummond de Andrade e ele diz que o poema sai de uma vez. No supapo. Se tu estás sentindo aquelas dores, tu pari na hora sem precisar de ajuda da parteira ou de um médico. Comigo não. É diferente. Às vezes acontece isso aí e tal, mas mesmo assim, eu acho, eles continuam sem graça. Comigo é tudo planejado e sem graça. Eu fico pensando em determinada coisa, aí penso, penso, penso, penso. Aí resolvo escrever no papel. Às vezes fico pensando em um poema durante uma semana. Não vejo graça nisso. Poesia tem que ser espontânea. Do nada. Da mente. Do jeito que acontece comigo não tem graça, sem encanto, sem sentimento, sem emoção, poemas vazios. Estou achando que vou aposentar minha caneta azul. É culpa da cor azul, preto, vermelho, verde, do arco-íris, ou de mim mesmo? Vou parar de escrever poesias. Vou escrever mesmo só esses textos sem graça. As pessoas que lêem meu blog são poucas. Mas escrever é legal. Mas até esse momento aposento minha caneta. Até mais, papel.

Uma observação: um poeta não se faz só com versos.

2 comentários:

  1. Escrever, escrever... deixe fluir. Mas fique atento ao seu cotidiano. Observe, sempre. Dizem que poeta tem que ter a alma triste. Eu creio, que o poeta tem que se permitir. Só isso.

    ResponderExcluir
  2. Um poeta se faz no dia-a-dia, não só com os versos, todas as tuas atitudes também te fazem poeta, viver apaixonado pela vida, ou pela morte, viver loucamente por alguma coisa, o que quer que seja, aqueles que brilham, explodem, fervilham, PRA MIM são poetas.

    ResponderExcluir