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2 de novembro de 2010

“Só os loucos sabem...”

Essa frase é um pedaço de uma musica do Charlie Brown Jr. Eu não estou falando aqui que Charlie Brown presta não. Só peguei esse pedaço da música porque achei interessante. Charlie Brown já prestou para mim, para outrem eles nunca chegaram a prestar. Mas eu quero que o Charlie Brown se foda e eu continue meu texto.

Estou escrevendo esse texto ao som dos The Doors. Para alguns isso é música de louco, drogado, de gente que não tem nada o que fazer. Mas vou usar aqui só o louco mesmo. Por isso que começo meu texto com essa frase: “só os loucos sabem...”. Mas o que é ser louco? O que as pessoas entendem por ser louco? Eu não sei, mas vou contar aqui o que alguns amigos meus, caretas, falam em ser louco.

Uns caras que moram aqui perto da minha casa, meus amigos, falam que eu sou louco. Mas por que, segundo eles, eu sou louco? Eles dizem, entre outras coisas, e outras merdas, que eu sou louco porque eu faço História, porque eu escuto Rock’n’Roll, porque eu voto e sou da “esquerda”, porque sou militante do Movimento Estudantil, porque eu sou ateu, e até porque eu sou feio, entre outras merdas e absurdos.

Vou pegar só uma das merdas que eles falam para a ilustração do meu texto. Eles dizem que eu sou louco porque eu faço História. Quem faz História é louco? (vocês aí da História respondam isso aí). Não sei de onde eles tiraram isso, mas acho que, lato senso, isso não é verdade. Eles estão, como na maioria das coisas que falam, errados. Não aqui no Piauí. Pode ser em outro lugar, mas não aqui. Tiro como exemplo os meus queridos amigos de faculdade. São as pessoas mais normais que eu conheço. Caretas ao extremo. A insanidade, infelizmente, andou foi longe daquela universidade. Uma pena isso, no entanto existem uns caras lá resistindo a esse estado burocrático e chato, além de careta.

Deixo aí uma pergunta no ar: o que os loucos sabem? O que sabemos que as outras pessoas não sabem? Sabemos demais, ou são eles que não nos entendem? Diga não a uniformidade e se junte, ou não, se for capaz, a nós. Se junte a “Sultifera Navis”. Adeus, bastardos.


Novembro/2010

3 comentários:

  1. quando você me mandou o link eu estav me preparando pra receber, mas não se preocupa, neurose não é loucura
    hahahah
    Liga não viu?
    Se me apresentar uma pessoa normal nesse mundo te dou o sol de dou o mar, pra ganhar seu coração...
    hehe
    viu só?
    ninguém tá isento...

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  2. me preparando pra receber é ótima
    kakakak
    eu quis dizer responder...
    sua louca!

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  3. todos nós somos singulares, porém, só 99,99% das pessoas são comuns... parece contraditório, mas não é!
    todos nós temos coisas em comum: o valor da vida, por exemplo, não é quase unanimidade? e se alguem questiona o valor "supremo da vida", isso não o coloca nos 0.001% dos que não são comuns?
    é por aí que o louco existe, todo mundo é louco em pequena escala, ser louco por completo é coisa de deuses... Jesus, Buda, Maomé, Torquato, Ginsberg, Grant Morrison, todos deuses, todos loucos, todos grandes subversivos...

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