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22 de julho de 2011

Pluralismo? VAI TOMAR NO CU!

Pluralidade. Essa é a palavra chave da sociedade atual. Pluralidade. O que é ser plural? O que é uma sociedade plural? Muita gente abre a boca por aí dizendo ser plural e tudo mais (eu vejo isso muito na História – no curso), todavia é só discurso. Estão lendo muito Foucault, ou não. Nota de rodapé: eles dizem que lêem Foucault, Marx, Benjamim, Certeau, Marcuse, Torquato, o diabo a quatro, mas eu acho que essas leituras não entram na mente, porque a mente já vai fechada. 

A quem acredite em que vivemos numa sociedade plural. Eu não serei hipócrita de falar que acredito nisso, porque, logo eu discordo. Em uma maldita sociedade em que se fala em diversidade, viver com a diversidade, e outras coisas, vira tudo mentira, tudo discurso. Alguém discorda? Se pronuncie. Exemplos: yo, negro – quem é que tem coragem, ou a cara de pau, de falar que não existe discriminação racial, segregação, ostracismo no Brasil? Quem? O Brasil, um país de uma mistura desgraçada entre negros, brancos, índios, e outras nomenclaturas aí, existe isso. É o Brasil! Eu presencio isso direto devido a minha cor: no shopping, na universidade, no dia-a-dia, em mim, em todo lugar. 

Exemplos: homossexualismo, bixessualismo, pansexualismo etc., etc., etc. – embora se tenham, recentemente, ganharem direito de se expressarem e viverem como pessoas NORMAIS, essas pessoas, “essa classe”, para os marxistas, pela sua escolha sexual sofrem discriminação para dá e vender. Estou mentindo? Estou nada, cara. As pessoas têm a idiotice até de se envolver na opção sexual de outra pessoa, e diante disso as desqualificam. Isso é infantil, é dantesco, é ser reacionário demais para mim. Enquanto os mesmo não estiverem me desrespeitando, eu não estou nem aí. Não vou morrer por viver com uma pessoa que fez uma escolha sexual diferente da minha. 

Nesse país, dito cujo chamado Brasil, as pessoas não aceitam vivem com o diferente. Querem ser tradicionais, conservadores, o mesmo, o tédio, a mesma merda de sempre. As pessoas são mentes fechadas que não abrem para nada. Isso é coisa do Demônio – é o que eles falam do diferente! Puta que pariu!

O que me deixa mais puto: discriminação religiosa. Rapaz... isso é foda! Estou namorando uma menina cristã e tal. Com isso, eu e ela, sofremos, digamos, discriminação, privações, etc. etc. etc. e alguma coisa. Eu por parte de amigos e amigas, e a merda em volta. Ela idem e a família. Será que não posso conviver com uma pessoa diferente de mim, com um posicionamento diferente do meu? Eu acho que sim, e por isso estou ainda com ela, e acredito que isso possa acontecer com qualquer outra pessoa. 

Por isso e outras coisas que acredito que dá para se viver com a diferença. Essa porra de alma gêmea às vezes não pode dá certo, ou até dará. Muitas pessoas falam que querem encontrar uma pessoa que nem você e tal, que lhe entenda e tudo mais, por isso procuram uma pessoa com seu mesmo posicionamento e com o mesmo gosto. Não estão erradas, eu acho. Fiz isso por muito tempo. No entanto, acredito que as pessoas possam se encontrar no diferente. Eu encontrei. Mas até quando vou agüentar? Será que vai até o fim? Eu não sou profeta, sou historiador, e como historiador, acredito que há de se viver com a diferença. Nota de rodapé: voltem a ler Foucault, Marx, Benjamim, Certeau, Marcuse, Torquato, o diabo a quatro, mas sem a mente fechada de vocês. 

Observação: eu não me excluo de tudo isso que falei até o momento. Eu sou humano. Tenho minhas falhas e meus erros, entretanto, estou procurando os consertar. E peço que vocês que perderam seu tempo lendo esse texto até aqui que façam o mesmo. 

Agora a pessoa que abrir a boca perto de mim e vim falar que existe pluralismo, sociedade plural, vai ganhar um: VAI TOMAR NO CU. Isso não existe. Não agora. Quiçá em outro momento. Por isso: pensem antes de andarem falando merda por aí, ou não – têm pessoas que falam merda, como eu, mas sabem que estão falando merda. Isso é diferente, às vezes. 

Eu estou procurando viver com a diferença, e você? Será capaz? Tenta aí, porra. Até mais, cambada de inútil.


Teresina.21.julho.2011.

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