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28 de agosto de 2011

pensamentos soltos

nada bem. nada bem. triste. desanimado. desmotivado. tanto des que nem sei contar mais. precisando de um tempo só. longe de tudo e todos. preciso pensar. refletir. quem eu sou? o que nós somos? quem você é? não sei de nada. tudo é relativo. nada existe. o que é o nada? sei lá. foda-se. tudo bem, tudo mal. nada bem, nada mal.não estou nada bem, cara. não me pergunte o que é que não falo. só quero ficar de boa, mas não vou ficar. vou insistir e não vai dá em nada.nada bem. tudo mal. vá se fuder. minha vida é uma merda. nada dá certo, quase tudo dá errado. o que tem comigo? eu não sei de nada. só sei que nada sei.uma merda. uma porra. uma desgraça. desabafar. nada a falar. e ae? o que é que tem? NADA. somos o nada. somos uns vermes. somos uns escrotos. porra, cara. por quê isso? pra quê isso? não, não, não. fala! fala! foda-se. foda-se eu.vou escrever, vou ler!folhas, folhas. cadê as folhas? folhas para quê quando se tem a parede. se tem teu corpo. se tem tua mente. a mente engana. desconfigura. a mente te faz sofrer. te faz errar. te mata e desmata ao mesmo tempo. mente má.sofrimento. aquilo que faz doer em uma pessoa, faz alegria e felicidade a outrem. é ruim pra ti, é bonito, arte para os demais. vá se entender. não entenda. busque. busque a felicidade que não existe. ela está com você. aonde? eu achei e perdi.

25 de agosto de 2011

versos do amor não acabado

amor, amor, amor, amor,
lindo nome para ser chamado,
sentimento a ser vivido e achado.

amor,
uma planta
que como outras começa numa semente
semente da amizade, da convivência, da paciência,
do carinho, do cuidado, dos desafios, dos afetos,
afeto a ser afetado!

a planta cresce e tem que se tomar cuidado:
podá-la, alimentá-la, regá-la e amá-la
só assim ela poderá crescer, viver e não morrer
morrer pra quê?

amor,
ele não morre, ele fica.
ele insisti, fica fecundado.
ele não desiste, é pra ser amado.

amor,
te amar, te amo, te amarei,
amor não acaba, nem dá um tempo
fica guardado!

amor,
guardado nas palavras.
palavras que não morrem, que não acabam,
faz te amar.

uma palavra: amor te amo!

19 de agosto de 2011

Filhos de Clio

“Veio para ressuscitar o tempo e escalpelar os mortos, as condecorações, as liturgias, as espadas, o espectro das fazendas submergidas, o muro de pedra entre membros da família, o ardido queixume das solteironas, os negócios de trapaças, as ilusões jamais confirmadas nem desfeitas”. É com o inicio do poema “O Historiador” de Carlos Drummond de Andrade que começo minha elogia a esse filho de Clio, deusa da História, o historiador.

Como já bem nos diz Drummond o historiador veio para ressuscitar o tempo. O passado, e agora o presente. Anteriormente quando se tocava no nome historiador se remetia somente aquela pessoa que estudava o passado tal como ele aconteceu. Essa definição de nosso oficio já está por mais superada. O historiador é o pesquisador que estuda o passado, mas não somente ele. O historiador agora também estuda o presente. Essa revolução na historiografia mundial se dá no início do século XX quando uma corrente historiografia francesa, denominada Escola dos Annales, veio com uma nova perspectiva de se estudar a História. Para esses historiadores percussores do movimento a História é mais do que simplesmente narrar os fatos tal como eles aconteceram, do que os mesmos chamavam de método positivista. O historiador a partir de agora tinha a responsabilidade de problematizar seu estudo, isto é, a fonte não iria mais falar por si só, como queriam os positivistas, mas caberia ao historiador fazer às perguntas a mesma; fazer a fonte falar a partir das suas inquietações, das inquietações do seu presente.

O oficio do historiador vem muito da relação do historiador com o mundo, das suas inquietações, da sua relação de vida e etc.. Em suma, a prática historiografia vem muito de uma questão pessoal. Às vezes, eu mesmo falo que o historiador é um ser frustrado. Frustrado no sentido de não ter vivido a época em que ele propõe-se a estudar. E uma maneira de superar isso é estudando aquilo que lhe interessa; aquilo que gosta. Como bem nos diz a Prof.ª Teresinha Queiroz, não devemos pesquisar sem amor. O historiador tem que amar o tema que pesquisa, tem que gostar por uma questão pessoal e não uma imposição, pois caso isso aconteça seu leitor irá perceber certo grau de frustração em seu trabalho. Com amor, penso eu, seja tudo melhor.

É graças aos historiadores formados pela Universidade Federal do Piauí e Universidade Estadual do Piauí que a História do Piauí está ganhando destaque e visibilidade em nosso Estado. Graças às pesquisas desenvolvidas pelos estudantes da graduação, mestrado, e professores dessas Universidades, que Clio se satisfaz com seus filhos. Não há um povo sem História, e é por isso que devemos ressaltar o papel dessas instituições como ao mesmo tempo dos historiadores de formação e, por conseguinte àqueles que não tiveram essa oportunidade, todavia desempenham o mesmo papel, quiçá até melhor do que os de formação.

E é hoje, 19 de Agosto, dia do Historiador que encerro essa minha elogia com o final do poema de Carlos Drummond de Andrade. O historiador “veio para contar o que não faz jus a ser glorificado e se deposita, grânulo, no poço vazio da memória. É importuno, sabe-se importuno e insiste, rancoroso, fiel.” Portanto, o que mais pedimos aos historiadores do Piauí é amor a sua terra, amor ao que é nosso, amor a nossa História. Salve Clio!

(Artigo publicado no "Jornal Meio Norte" e "Jornal O Dia" do dia 19 de Agosto de 2011)

14 de agosto de 2011

Em suma...

vida normal
do típico cidadão brasileiro e piauiense
vida sem graça, vida sem nada,
sem gosto e com um pouco de sabor,
vida de ilusão e desilusão,
de amores e desamores,
um amor e um desamor que tu não sabe se existe,
se é correspondido, amado ou sei lá o quê,
amar aquilo que tu ama e quem não te ama,
vida normal,
de um universitário que não sabe o que quer,
não sabe o que faz,
não sabe o que pensa,
não sabe seu curso,
não sabe de nada,
vida normal,
de uma pessoa qualquer
como outra que não existiu.



Teresina. 27.02.2011

Poema sem titulo I



Todo medicamento deve ser mantido fora
do alcance das crianças
Por que todo medicamento deve ser mantido fora
do alcance das crianças?
Todo medicamento deve ser mantido fora
do alcance das crianças
o que são esses medicamentos?
O que fazem os medicamentos?
Efeitos do medicamento!
Quem são essas crianças?
O que querem as crianças?
Dêem os medicamentos às crianças
para que os medicamentos medique as crianças.


Teresina.30.03.2011.