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19 de dezembro de 2011

poema noturno

maldita dor de cabeça
que me consome nessas noites de lua cheia
que me obriga a tomar esses remédios vagabundos
que se vende em qualquer quitanda de esquina
dor de cabeça que tem início na palavra
palavra que você fala errado dizendo que sabe escrever
mas que sempre tem que verificar no Word ou no Google
deuses! deuses! deuses! deuses!
eles te dominam!
você não sabe mais nada!
toda palavra vem errada, diferente,
escrita, comentada, criada, recitada.
toda palavra guarda uma cilada
o que eu quero dizer não disse
que você entendeu
nas construções históricas babilônicas do mundo
ocidente e oriente que te obriga a isso:
a ler! ler! ler! ler!
porcarias que tu ver na TV e acredita
até eu acredito no meu dia-a-dia,
na minha realidade ilusória débil mental
louco! louco! louco!
do parque industrial de Teresina
na capital do meio norte da puta que pariu!
atrasada como esse poema saindo da minha mente.


Tere.sina. 17.11.2011.

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