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25 de março de 2012

poema III

eu não quero pensar
eu não quero saber
eu não quero fazer
eu não quero amar
eu não sei pensar
eu não sei saber
eu não sei fazer
eu não sei amar
louco detento nesse mundo sedento de pensamento do saber-fazer amar.

tere.sina 13.01.2012

24 de março de 2012

Sou eu!

Não sei. Não sei mais de nada. Não sei o que vou ser da minha vida. Não sei o que quero ser. Não sei se quero viver. Não sei se sei amar. Não sei se sei pensar.

Queria ser somente um pacato cidadão sem documento. Não queria ser Vinicius Alves Cardoso. Para quê ser Vinicius Alves Cardoso? Devia ser um hippe vagabundo, como diz minha mãe quando estou com o cabelo muito grande.

Ultimamente ando sem uma vontade de viver que não é normal. Já tive vários sonhos de como poderia me matar. Li em um conto de meu amigo Helton Filho que P. nunca pensou em se matar independente das duras situações que ele já viveu. E por que eu deveria me matar? Será porque não vejo mais graça em nada? Não vejo mais vantagem na minha profissão! Não vejo mais vantagem na História! Eu não, não, não, não. É tanto não que não sei mais falar. Não sinto mais aquele tesão que as pessoas tem em viver, saca?

Minha namorada diz que eu quero ser o Torquato Neto. Que eu me martirizo por não ser Torquato Neto. Que eu entro em conflito com o Vinicius por não ter nascido Torquato. Torquato que nos ilumina na sina da tristeresina! Resina! Tesão, cara! Eu não tenho mais tesão. Quiçá eu não tenha mais tesão nem na hora que o tesão é empregado. Tesão, cuzão. NÃO. NÃO. NÃO. O ‘ão’ sempre acompanha as palavras. Linguagem.
O que eu quero falar? O que ele nos mandou dizer? Eu não tenho o direito de criticar nada que eu quero criticar. Eu não tenho fundamentos para criticar uma religião porque sou ateu. Os ateus acreditam em um deus que nem eles mesmos acreditam. As pessoas não deixam que eu seja anacrônico. Eu não posso querer seguir uma filosofia de vida que está escrita nos livros de Torquato Neto, Jack Kerouac, Allen Ginsberg e outros marginais do Brasil, EUA e demais países, no entanto todos podem seguir uma filosofia de vida que eles vêem na bíblia. Por que eles têm esse direito, socialmente e historicamente adquirido, e eu não tenho? Eles são mais bonitos que eu, né?

Eu sei que todas as pessoas são mais bonitas do que eu. Não me importo com isso, todavia só queria ter o mesmo direito que eles têm de acreditar nas coisas deles. Eu queria acreditar nas minhas próprias coisas. Acho que não é pedir demais. Só porque eu tento não seguir a moral cristã que querendo ou não acabamos seguindo?! Será por isso? Cajuína cristalina em Teresina.

Vamos ao rio Parnaíba e Poty pescar ou ficar só vendo como eles estão secando. Vamos ao centro de Teresina andar pelas praças desertas cheia de viciados em crack. Podemos? NÃO, NÃO, NÃO. Somos loucos. Não somos normais. Somos teóricos.

Sou teórico do sexo, sabia? É isso que estão dizendo por aí. Longe de mim querer ser uma coisa dessas, no entanto o que eu quero ser eu não faço. Já percebi isso. EU TENHO MEDO. Nós temos medo. O medo é uma bosta. Tenho medo de morrer, tenho medo de me matar. Despertar: uma vida em Buda! Não li esse livro ainda. E ae? O que será de mim? A que será que nos destina nessa vida pequenina? Terra! Chão! Ande descalço e sinta a terra pelo menos uma vez na vida. Banhe de chuva. Banhe no rio Parnaíba ou no Poty. Morra! 

Por que Torquato Neto morreu? Porque ele não agüentou a barra? Será que ele estava que nem eu estou agora? Olha aí... já quero ser Torquato Neto que nem minha namorada disse. Que porra é essa, Vinicius? Tu tens que ser tu, cara! Tu tens que desafinar o coro dos contentes com aquilo que tu sabes fazer de melhor. E o que é? Eu não sei! Não quero saber e quero saber se alguém sabe. Existirmos? Existimos? Não? Não sei. Eu não sei nem o que eu quero ser quando eu crescer, imagina saber se nós existimos. 

Hoje tem um churrasco. Eu não quero ir. É em comemoração a formatura de uma amiga que minha namorada gosta muito. Aprendi a gostar dessa menina pelo que minha namorada fala dela. Mas mesmo assim eu não quero ir. Não quero ir porque não gosto de sair, não gosto de nada que tenha muitas pessoas, de nada que eu não sei que eu saiba o que vá acontece, que eu já tenha tudo previamente planejado e certamente que eu vá me chapar para me arrepender no outro dia quando eu estiver de ressaca!

As coisas são assim. Vamos para um disco? Eu quero andar num disco voador. Quero ir para a lua e ser mais feliz lá do que na terra! Li um texto do Agostinho na Mob Ground sobre um experimento que ele fez com umas sementes. Eu viajei. E nesses dias estou me sentindo o Agostinho doidão pelas sementes, mas só que pela essa vida maldita que eu ando levando. Ele tinha uma amiga que estava atrás do computador no MSN que ligava ele a realidade. Eu tenho minha namorada que me liga a essa realidade chata. A essa realidade da moral cristã. Estou cansado. Estou ouvindo Fagner e Zeca Baleiro cantando Torquato Neto e depois disso vem Caetano Veloso cantando ‘cajuína’. Está bom por hoje, parafraseando Agostinho, do diário apocalíptico.

18 de março de 2012

Querido diário...

Essa vida de uma pessoa em relacionamento sério é muito complicada. Não sei o que faço com esse meu namorado. No inicio do nosso relacionamento as coisas eram boas demais, mas quando o tempo vai passando parece que as coisas vão esfriando.

Eu, particularmente, tenho muitas coisas a reclamar do meu namorado, no entanto o que mais está me incomodando no momento são as nossas relações sexuais. Eu não sou ninfomaníaca, mas gosto de sexo. Nem me acho tarada. Faço de tudo para que as coisas, em sentido amplo, não caiam na monotonia.
Eu quero entender que o problema não é comigo. Não é. Ou é? É não! É com ele! Eu sei que é com ele! Qual o homem que não gosta de sexo? Vamos excluir dessa minha conta aqueles que se dedicam a vida religiosa. Será que eles também não gostam de dá umazinha? Todos gostam!

O problema do meu namorado é que ele não agüenta o meu ritmo. Só pode. A única explicação que consigo imaginar é isso. Não é querendo me gabar, mas já fazendo isso, eu sou uma mulher atraente, provocante, que se veste bem, que anda cheirosinha, e que sabe ser danadinha quando está entre quatro paredes com um homem! 

Eu sou do tipo de menina que pensa em sexo quase toda hora (às vezes me martirizo por causa disso), logo se eu tenho um namorado ele tem que me satisfazer sexualmente, né? Qual homem não gostaria de receber um boquete da sua querida namorada? O meu! Eu sei, eu sei. Ele é viado! A explicação mais cabível é essa. Mas qual é a desculpa dele:

– Amor, você só pensa em sexo! Você me quer só para fazer sexo, é? Cadê seus sentimentos por mim? Cadê sua afetividade?

Não sei o que é que eu faço com esse meu namorado. Quando falo isso para minhas amigas elas pergunta se fui eu quem disse isso. Eu digo que foi meu namorado, aí elas comentam que nós trocamos os papeis: eu sou o homem e ele é a mulher da relação. 

Eu não tenho dificuldades para gozar, mas minhas duas últimas relações com meu namorado não me satisfizeram. Ele não conseguiu me deixar com as pernas tremendo. Eu fiquei muito puta, com vontade de chorar e até mesmo arrancar meus cabelos. Vocês não sabem o quanto é ruim uma mulher ficar sem gozar. Justo eu. Por que eu? Eu que gosto tanto de uma penetração, de um sexo bem selvagem, isso acontece comigo! Não gozar não é coisa de Deus! Será que vou ser obrigada a me satisfazer, sexualmente falando, com os meus dedinhos? Eu não! Vou estragar minhas unhas que acabei de fazer! Se meu namorado não está dando conta do recado, tenho que dá suas contas e voltar a minha vida de solteira. Ah, como é bom! Tenho muitos paus amigos e eles sabem me fazer gozar sem problemas.

Mudando de pau pra cachorro... eu estou de olho mesmo é um carinha lá da Universidade. Aquele ali sim sabe fazer o negócio. Só fiquei com ele algumas vezes, mas de já deu para perceber que ele é bem libidinoso em relação ao que eu gosto. Fiquei com ele uma vez na frente do Cine Teatro da Universidade e eu estava com um vestido bem provocante. Peguei-o emprestado com a minha prima especialmente para isso! Fui com a minha calcinha de renda bem vermelhinha. Vocês sabem o que o safado fez comigo? O infeliz tentou tirar minha calcinha lá mesmo e levar de recordação para ele. Na mesma hora eu disse pra ele:

–Deixa de ser louco, menino! Eu estou ficando contigo pela primeira vez e tu já quer me comer bem aqui?

–E o que é que tem? Você não quer não?

–Querer eu quero, no entanto esse não é um lugar adequado para fazer isso. Tu não estás vendo os seguranças bem aí na frente do banco não?

– Estou vendo sim! Então vamos bem ali para perto do Noé Mendes que não tem ninguém lá e ficaremos fora do alcance da vista dos seguranças do banco e até mesmo dos seguranças da Universidade.

Quando chegamos lá é que o bicho começou a pegar! Ele meteu a mão dele aonde ele queria e não podia. E eu adorando.

–Tu vai me deixar louca! Não faz aquilo que tu não vai poder terminar, menino!
–Não vou poder terminar, é? Só se você não quiser. Estou preparado para tudo. Tenho uma camisinha bem aqui na minha mochila. Vamos fazer uma festinha bem aqui? Vamos?

–Se você está preparado, então vamos!

O menino não deixou nem eu terminar de falar e foi logo me dando um beijo daqueles que você sente vontade de dizer: “me come logo, porra!”. Ele baixou a parte de cima do meu vestido e tirou meu sutiã com uma velocidade sem igual. Aí eu disse:

–Agora é a minha vez!

Se ele tinha habilidade em arrancar sutiã, em tinha uma habilidade de descer as calças dele. Desci a calça dele que até eu mesma me impressionei com minha velocidade. Fiz um boquete nesse menino que sentia muito prazer em ver ele se retorcendo. O moleque estava adorando e dava uns gemidinhos que me faziam empolgar mais ainda. A bosta é que o viadinho gozou bem na minha boca. Eu não tenho nada contra rapazes que fazem isso, mas nem sempre é bom ter porra na boca. As meninas me entendem!

Depois disso teve necessidade de pausa para que nós pudéssemos dá uma. O menino colocou logo a camisinha e começou a me comer bem ali mesmo. O bom é que estava com um vestido bem curto e minha calcinha nem sabia mais onde ela estava. Ele sentou no banco e eu comecei a fazer o serviço. Às vezes eu gosto de dominar, no entanto pedia a ele que me comece por trás. Fiquei de 4 no banco e ele começou enfiar bem forte! Eu delirei de prazer. Nesse exato momento lembrei-me da vez que transei com meu namorado dentro do carro. Uma vez que eu fiquei de 4 no banco traseiro e ele de fora do carro. Não pensei duas vezes e disse pra ele:

–Me bate, safado! Vai! Mete com força! Me mata de prazer!

–Agora mesmo, safada! Pega! Tá gostando! Ah, que buceta gostosa!

– Vai! Mete! Mais! Mais! Mais!

Esse escroto sabia transar como um touro. Mas tudo que é bom dura pouco. Ele infeliz gozou, mas ainda bem que na hora que ele estava preste a gozar eu também comecei a tremer minhas pernas e o leitinho veio escorrendo pelas minhas pernas.

– Vai! Chupa minha boceta! Prova do meu leitinho, cachorro!

Ele infeliz me chupou desgraçadamente. O infame sabia fazer sexo oral como ninguém. Nem sei o que foi melhor: ele ter me penetrado ou me chupado!
Por desgraça do destino ouvimos um barulho e me recompus ligeiramente. Aí veio um segurança até nós e perguntou:

–O que vocês estão fazendo aí, em?

–Estamos namorando! Ta vendo não?

Depois dessa minha resposta curta e grossa o segurança nos deixou em paz. E como eu já tinha conseguido o que estava desejando pedi a ele que fossemos embora. Seguimos até a parada de ônibus, e ele pegou o dele e eu fiquei esperando meu ônibus que estava mais lotado que letã de sardinha. Mas não tinha nada. Eu estava feliz demais e nem mesmo esse ônibus lotado com muitas pessoas fedorentas poderia estragar minha noite.

Deixa-me ir ali ao banheiro! Já estou toda molhadinha. Depois volto para o meu querido diário!