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9 de dezembro de 2012

Viajei na maionese

A cada viagem que faço a outras cidades passo a amar mais ainda Teresina. Essa foi a vez de São Luís do Maranhão. Uma professora minha já havia me avisado que, se for para você escolher uma cidade para não ir, escolha São Luís. Fui à cidade não por querer, mas para apresentar um trabalho em um encontro. Encontro muito ruim, por sinal. Todavia tudo acontece na rodoviária, ou precisamente dentro do ônibus em Teresina, pois ficamos sabendo, eu e meus amigos, que a viagem iria ser mais longa do que imaginávamos. Por isso nunca acreditem nessas previsões de chegada ao destino, tanto faz sendo avião ou ônibus, sempre há muitas horas escondidas. Chegamos em São Luís. Feia! A confusão é na Rodoviária: ir ou não ir de táxi, ir ou não ir de ônibus. Os que têm mais dinheiro vão de táxi, e os lascados, olha o Vinícius, irão de ônibus. Como falou minha queria amiga Gabriela, para que pegar táxi se você pode se perder pegando ônibus? É muito mais divertido. E foi! A primeira coisa que nos deparamos foi com um terminal lotado. Horário de pico! Do caralho. Senti-me em filme. Vi um cara entrando pela janela no ônibus e fiquei pasmo com aquilo. Amo-te, Teresina! No mais, depois de três ou quatro tentativas, conseguimos pegar o ônibus. Só não sabíamos aonde descer, mas aí é que estava a emoção. Paramos na frente do nosso destino, mas é mas mesmo. Caminhamos mais a frente procurando aquilo que estava a um palmo de nosso nariz. Deu certo. Chegamos!Uau! No mais, só queríamos banhar! Já haviam dividido os quartos. O meu cabia mal uma pessoa, mas isso não é problema, pois a cozinha serve para isso às vezes. Dormir. Noite: fizemos nada, só conversando até quatro horas da manhã. Muito bom. Não deixamos os demais dormir, não por nossa culpa, mas a voz é chata e mantém as pessoas acordadas. Novamente, não podemos fazer nada. 

Segundo dia: duas horas de sono. Muito bem. Temos que ir a UFMA, infelizmente. Credenciamento de encontro é uma merda. Para variar, confusão na minha inscrição. A primeira: meu nome não estava na lista de inscritos. Segunda: meu trabalho não estava no caderno de programação. Lá vou eu na secretária resolver nada, pois só colocaram eu nome lá e não adiantou porra nenhuma. Coisas de encontro, tentamos relevar, mas ficar marcado e a vontade de jogar uma bomba lá é maior. Assistir mesa: eu não! Tenho que ir à praia. Vantagem de ir a encontro em capital litorânea. A única coisa ruim de Teresina, fora o calor: não ter mar! Fomos para a rodoviária, um dos lugares mais visitados nesse viagem. Trocar as passagens. Ninguém chegar na quarta-feira à noite e ir embora sexta-feira à tarde, o que iríamos aproveitar nessa viagem? Nada. Passagens trocadas. Almoço. Qual o local mais barato? 8 reais! É lá mesmo. Almoço. Barriga cheia. Go praia. As meninas não trouxeram roupa de banho. Bruna e Daniela chateadas. Uma pena, mas avisamos. Usando mímica, mas avisamos. Terminal. Ir à praia demora. Uma hora! Outro município do Maranhão. São José do Ribamar. Praia de Araçagy. Boa. Muito boa. Os barraqueiros são ladrões. Não todos, mas aquele que nos atendeu sim. Uma água: R$3,50. Uma cerveja: 6 reais. Caro, né? Comprei três cervejas mais a Maristela. Cerveja, mar. Cerveja, mar. Cerveja, mar. Uma combinação boa. O mar é salgado, lembrou minha primeira vez. Não sexo. O mar. Fortaleza, no Ceará. Bom. Na hora da conta: total era R$27,50, o cara cobra R$34. Não entendi. Estava com 30 reais na mão, ele disse que pagava. Filho da puta! Fiquei sem dinheiro. Sou estudante, e mais: estudante de História. Faz parte. Reclamações na parada de ônibus. Ainda bem que não demorou, seria mais reclamação. Volta cansativa. Chegamos: fazer compras para a janta. Total: miojo, ovos, pão. Estava bom. Final da noite, massagem feita pela Bruna. Dormi. 

Terceiro: dia da apresentação do meu trabalho. Acordar cedo. Não estávamos em encontro de estudante, infelizmente. Café: leite com achocolatado. Melhor do que o do dia anterior. Pronto. Ir à UFMA. Sala de aula. Apresentações de relato de experiência. Nosso nome não consta na lista. Encontro desorganizado. Somos os últimos. Sthênio toma todo meu tempo na apresentação. Deixa-me um minuto. Filho da puta! O pessoal da UFG gostou de nossa apresentação. Confusão: certificado. Vagabundo! Secretária do encontro novamente. Dizendo eles que resolveram os problemas. Acho que não. O almoço: melhor dinheiro que investi naquela cidade. Estava bom. Muito bom. Estava do nosso lado e não sabíamos. Isso sempre acontece no último dia. Maristela, Lucas e Andreia também trocam as passagens. Todos ficam até sábado. Uma luta para ir ao Centro Histórico, mas fomos. Congestionamento: planejamento naquela cidade não há! Chegamos. Centro Histórico é feio. Comprei uma pulseira por R$2,20. A mulher queria 4 reais. Deixou duas por 5; a minha e a da Gabriela. Praia novamente. Cansamos do Centro Histórico. Terminal de ônibus. Cadê o Lucas? Cadê a Maristela? Não chegaram. Fomos sem eles. A praia. Estava legal. Todos banharam dessa vez. Eu, Sthênio, Francisca, Bruna e Daniela. Ficamos lá até as 7 horas. Conhecemos um pessoal da UFG. Pessoas legais, fazem História. Essa volta foi melhor do que o dia anterior. Compramos salgados, no terminal, para o jantar. Banho. Gabriela estava demorando, mas terminou. Vodka. Melhor dia. Jogar adedonha com Daniela, Lucas, Sthênio e Gabriela foi uma das melhores coisas que fizemos naquela cidade. A Fanta acabou. Comprar mais. Uma latinha de Fanta era R$3. Caro demais. Uma Fanta de 1L, 4 reais. Melhor do que nada. Vai ela mesmo. Fiquei feliz. Engraçado. Conversa sobre Tropicalismo com a Maristela. Dormir. Disseram que me chutaram e deitaram por cima de mim. Não vi e muito menos senti isso.  


Sábado: finalmente ir embora. Alugamos uma van por 30 reais. Outro bom investimento que fizemos naquela cidade. Tomamos café. Guanabara. Boa. Mais confortável. Por fim, estou vivo em Teresina. Isso é uma crônica?