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28 de janeiro de 2013

Ameno

Eu andava tranquilamente, pensando na minha vida de bastardo. As coisas não andavam muito bem, pois estava encharcado de dívidas e cheio de problemas pessoais. Coisas que qualquer pessoa tem, mas para mim aquilo tomava proporções que me levavam ao desespero. Entrava numa rua escura, perto de uma praça como fazia todas às vezes na volta para casa. Nesse dia foi diferente. Eu a avistei sentada na praça vestindo uma saia preta. Uma amiga que não via tempos. Marcela. Inicialmente me chamou a atenção tê-la visto, porém o que me despertou em seguida foi a saia: não diria que seria curta, mas posso afirmar categoricamente que era provocante. Ela adotava dimensões que davam destaque àquele corpo franzino.

Eu, como uma pessoa tímida que sou, não fui cumprimentá-la de imediato. Mandei uma mensagem para seu celular. Minha intenção, com essa mensagem, seria provocá-la, pois as conversas que tínhamos por mensagem, há algum tempo, obtinham essas proporções; porém, não obtive resposta – mesmo a vendo ler a mensagem que mandei.  No entanto, fui falar com ela mesmo assim, pois a timidez naquele momento se esvaiu repentinamente.

Conversa vai, conversa vem - sobre o tempo em que não tínhamos mais nos visto e também devido a nossa falta de contato. A partir disso a conversa foi melhorando e chegamos ao ponto almejado. Eu não estava ali somente para rever uma grande amiga, mas tinha segundas intenções que vinham desde nossas trocas de provocações. Sugeri que saíssemos dali e fossemos a um lugar mais reservado, em que pessoas não poderiam nos ver. Ela aceitou e isso fez com que alguma esperança aflorasse em minha mente.

Fomos a uma rua mais escura, perto da praça. Ela sabia, e isso era inegável, que eu tinha um desejo enorme de possuir seu corpo. Ela tinha consciência disso, só não sabia se havia o mesmo desejo por parte dela. Partido desse ponto de vista, minha luta se iniciava do zero. Tinha que usar todas as minhas táticas e estratégias para conseguir aquilo que almejava.

Provocações. Eu sabia provocar muito bem. Não sabia se teria sucesso em outros quesitos, mas nesse eu era habilidoso. As meninas com quem tive relações e relacionamentos sempre tocavam nisso. Diziam que eu era um mestre. Modéstia delas, talvez.  Mas agora eu iria usar essas minhas aptidões ao meu favor. Já sabia que ela gostava muito de ser mordida e morder. E por sorte, em compartilhava do mesmo gosto dela. Sendo assim, entrei em ação. Depois de tanto insistir roubei um beijo seu, depois as mordidas entraram em cena. O pescoço era minha área preferida e depois analisei que ela gostava bastante das mordidas naquela região. Escutava barulhos vindos de seus lábios, bem provocantes por sinal. Pareciam-me gemidos, não sei. Continuei. Ali estava minha entrada para o que eu tanto desejava naquele dia, seu corpo, seu sexo.

Por sorte a tarde sai e a escuridão entra em cena. Se o local, durante a tarde, já nos era favorável, quem diria a noite. Momento perfeito. Com isso minhas investidas foram ficando mais intensas. Beijos mais quentes, calorosos, picantes e excitantes.  A intensidade dos desejos  fez com que lhe propusesse algo, indecente para alguns, mas naquela situação bem pertinente para ambos.

Disse que lhe queria ali e agora. Daquela forma. A saia preta. Minha mão foi a invadindo. E quando chego no ‘baú do tesouro’, vejo que sua calcinha era de renda. Uma renda macia que fez com que meus sentidos ficassem ainda mais nervosos do que estavam e minha imaginação entrasse em ação. Que cor seria aquela calcinha? Ah, não. Queria ver o formato, pois só poderia senti-lo. Isso me deixa aflito, e me excitava ainda mais. Pedi no seu ouvido que me deixasse ver o que ela tinha por baixo daquela saia. Sua mão me conduzindo foi a permissão, acredito. E eu discretamente levantei aquela peça de roupa e me deparo com uma calcinha de mesma cor. Preta. O preto é excitante, irmão do vermelho. Sendo assim, junção da saia preta, o momento de beijos de várias formas, a calcinha de renda, minha mão por baixo sentido sua buceta molhada, fez com que tudo isso resultasse em sexo. Ali mesmo. Naquela rua deserta. O perigo é ainda mais excitante quando praticado junto com sexo.

Não tirei sua calcinha, pois não tínhamos tempo para isso. Nossa excitação estava no nível máximo. A encostei na parede. Abri suas pernas. Afastei sua calcinha. Isso me deixava louco. Tirei meu cacete para fora e a penetrei bem devagarzinho, a fim de sentir sua buceta molhada. Isso fez com que meus nervos ficassem a flor da pele, no entanto não a ponto de acabar com nossa relação naquele momento.  Eu a via delirar. Muito prazer. A escutava gemer bem baixinho no meu ouvido. O abrir de sua boca me deixava louco. O perigo nos empolgava, e isso fazia com que ela pedisse que eu a penetrasse de maneira mais intensa e forte. O desejo dela era uma ordem, já que me proporcionava o mesmo ânimo que ela estava tendo. Puxões de cabelo, mordidas mais intensas. Acabamos gozando.

No final, perguntei:

-  Gostou?

Ela responde:

- Somos amigos!